Thursday, December 1, 2016

Apresentação teatral de “Pagador de promessas”

“-Vai desrespeitar a minha autoridade?

-Padre, entre o senhor e Santa Bárbara, eu fico com Santa Bárbara.” (Pagador de promessas)

Eu e minha companheira, McKenna, apresentamos uma cena da peça teatral, “Pagador de promessas.”  A cena mostra Zé-do-burro que tenta explicar para o padre a sua necessidade de entrar na igreja com uma cruz.  Ao preparar de apresentar a cena, ficamos com um entendimento mais completo das motivações e das emoções dos personagens.  Bem no começo da cena, Zé e Padre começam a ter uma diferença de opinião.  Ao final da cena, Zé desafia a autoridade do padre para realizar sua missão e o padre renega o privilégio de Zé entrar na igreja para manter seu próprio poder.  Os dois mostram para fora um desejo artificial de apoiar o outro, mas finalmente os seus desejos pessoais ficam mais importantes para si.

A declaração mais impressionante da cena é a do Zé em que ele renega a autoridade do padre em favor da autoridade de Santa Bárbara.  Neste instante, Zé mostra sua motivações.  Ele tem lealdade para a divindade que o concede poder, graça, e milagre.  Zé também faz uma distinção entre a igreja e a divindade.  Ele tem lealdade para a igreja, mas é mais leal aos poderes divinos, não importa de qual seita.  Em nossa apresentação, fizemos Zé cair de joelhos perante o padre para implorar acesso à igreja.  Porém, no momento que ele desafia a autoridade do padre, ele fica em pé.  Realmente Zé mostra sua determinação completa de pagar sua promessa neste instante.

Thursday, November 17, 2016

Poder da Igreja

“PADRE-
Este homem teve todas as oportunidades para arrepender-se.
Deus é testemunha de que fiz todo o possível para salvá-lo. Mas
ele não quer ser salvo. Pior para ele.” (Pagador de promessas, terceiro ato)

De todas as instituições que a peça critica, a Igreja é uma das mais proeminentes.  A peça surge por causa duma devoção religiosa que não é reconhecida pela religião estabelecida.  A peça critica o poder social da Igreja institucionalizada, da Igreja geral e também daqueles indivíduos que a Igreja autoriza para falar por Deus.  A peça quer separar as duas vozes, aquela do padre e aquela de Deus.

Em particular a peça critica o conflito entre as duas funções da Igreja e do padre.  Na peça o padre guarda o poder de decidir a salvação e a condenação do povo.  Na citação de cima, o padre condena o Zé completamente, ainda por tentar cumprir uma promessa religiosa.  O padre não é questionado porque ele é um homem de Deus.  E apesar de ser um homem de Deus, o padre usa sua autoridade religiosa para exigir uma influência política.  Ao fim da peça o padre percebe sua falha.  Depois a morte do Zé, o padre tenta realizar sua obrigação religiosa de encomendar a sua alma a Deus, mas é repreendido por Rosa.  A peça argumenta a necessidade da Igreja sair do palco político e começar a fazer a obra verdadeira de Deus.

Thursday, November 10, 2016

Bonitão e capitalismo

“BONITÃO-
Você compreende, eu também tenho ambições. Se eu não tivesse
qualidades, bem. Mas eu sei que tenho qualidades. É justo que
viva de acordo com essas qualidades. ” (Pagador de promessas, primeiro ato primeiro quadro)


Um dos personagens mais aborrecidos da peça “Pagador de promessas” é Bonitão.  Muitos dos personagens na peça querem o seu próprio bem e exploram o Zé.  Bonitão também faz isso, mas até mais.  Parece que ele queira fazer mal aos outros.  Na peça ele representa o capitalismo. Nas suas palavras ele expressa o lema do capitalismo; por ter certas qualidades, ele afirma seu direito de exercer poder sobre outros.

Bonitão acredita que ele merece a atenção da Marli e da Rosa por ser um homem sedutor.  Ele acha que é justo para ele usar qualquer mulher para seu próprio bem.  Demonstra algumas das atitudes do capitalismo.  Capitalismo dá mais poder aos aqueles que já têm qualidades favoráveis, e toma daqueles que não têm para que eles têm menos.  Dias Gomes quer fazer um comentário potente entre o capitalismo com esta comparação.

Thursday, November 3, 2016

O poder de personagens desenvolvidos

"Time has proven character to be the element of drama that distinguishes great plays from the rest.  Plays that rely on interesting plots but superficial characters often become popular for a short time, but they burn out quickly and are forgotten. ... Fascinating characters enable even plays, television shows, and films with straightforward or simple plots to live beyond their first seasons or initial releases.  Obviously, the best combinations wed interesting plots to interesting characters, but of the two, character seems more important."  (Joseph Kelly, 201)

Na sua descrição de teatro, Joseph Kelly fala especificamente da importância de desenvolver personagens dentro duma peça de teatro.  Ele argumenta que peças de teatro que usam um enredo clichê para entreter uma audiência não conseguem manter o interesse ao correr dos anos, mas aquelas que têm personagens desenvolvidos conseguem mantê-lo.  Isso me faz pensar em algumas das peças de teatro do Shakespeare.  Apesar de ser um escritor famoso de peças de teatro, algumas de suas peças são mais celebradas do que outras.  “Hamlet” e “Macbeth” são duas peças bem conhecidas.  Os títulos das peças também são os nomes dos personagens principais das peças.  Estes personagens são bem conhecidos por causa do desenvolvimento da sua identidade moral, psicológica, e emocional.

Ao contrário, têm outras peças escritas por Shakespeare que utilizam enredos clichês sem desenvolver muito os personagens.  Uma peça que eu tinha que ler no colégio foi “The Comedy of Errors.”  Na peça dois irmãos gêmeos ficam separados logo após a nascimento.  Depois, eles se acham novamente na mesma cidade, são confundidos um para o outro, e há a maior confusão por causa de alguns equívocos simples.  A peça inteira é chata e sem graça por não ter quase nenhum desenvolvimento de personagens.

Thursday, October 27, 2016

Autopsicografia

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.” (Fernando Pessoa, 165)

O poema “Autopsicografia” por Fernando Pessoa tenta explicar o propósito e a falha da poesia.  A falha da poesia se baseia na falsidade das emoções expressadas.  O poeta é um fingidor, uma pessoa que finge as emoções que ele expressa no poema.  Ele escreve palavras que tentam representar a emoção, mas não conseguem.  E aqueles que lêem as palavras interpretam as palavras para representar uma emoção ainda mais diferente.  A poesia se vangloria de ser a forma de literatura que mais representa a emoção humana, e talvez seja.  Porém a poesia se engana se não reconhece a sua fraqueza de representa emoção perfeitamente.

Então, por que pessoas gostam tanto da poesia?  O poema atribui o prazer da poesia à psicologia.  Diz que a razão humana se distrai com sentimentos que vem do coração humana.  Parece ser contrário da crença comum que o coração afeita a razão.  Argumenta que se a razão do poeta e do leitor pode criar emoções diferentes, a razão deve controlar o coração e usá-lo para se divertir.

Thursday, October 20, 2016

Ser Poeta

“Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!” (Florbela Espanca)

Florbela Espanca apresenta o significado de ser ser poeta no seu soneto, “Ser poeta”.  O narrador do poema passa a maioria do poema expressando a grandeza de ser poeta.  Por convencer o leitor da grandeza do poeta, ele depois pode usar a vantagem para mostrar o poder do seu amor na última estrofe.  Então, o poema é uma demonstração das técnicas poéticas.  Poetas usam comparação de coisas grandes para dar sentido aos sentimentos simples.  Por fazer do amor romântico o clímax da experiência poética, o narrador usa o poema para mostrar como que é ser poeta.

Apesar da linguagem formal e arrogante das primeiras três estrofes, o narrador muda de tom na última estrofe.  Nesta última estrofe ele faz uma contraste distinto.  Invés de continuar a estabelecer a grandeza do ser poeta, ele fala do propósito final do poeta.  Ele diz que ultimamente “[ser poeta] é amar-te, assim, perdidamente.../ É seres alma e sangue e vida em mim.”  Depois de tudo que o narrador tem dito ao respeito da grandeza do ser poeta, ele ainda é sujeito ao amor romântico.  O narrador quer que uma questão forme na mente do leitor: Como que um ser tão grande como poeta pode ter este amor?  Demonstra o sentimento intenso do amor romântico.  O amor é maior do que o ser poeta, e sem o amor romântico o poeta é nada.

Thursday, October 13, 2016

Circulo vicioso

"Mas o sol, inclinando a rútila capela: 
'Pesa-me esta brilhante auréola de nume... 
Enfara-me esta azul e desmedida umbela... 
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?'" 

(Machado de Assis, "Círculo vicioso," 130) 

No poema, Círculo vicioso, Machado de Assis fala de quatro personagens: um vaga-lume, uma estrela, a lua, e o sol. O poema usa muita personificação para expressar os desejos dos personagens. Ao personificar estas fontes de luz, Machado desenvolve uma metáfora geral, comparando as atitudes dos personagens com atitudes de humanos. 

A atitude que se descreve é de inveja, ou um desejo geral de ter o que outro tem. Ironia é usada ao descrever a atitude do sol. Cada personagem quer a luz maior do outro até chegar ao sol. O sol, a maior fonte de luz neste mundo, quer a posição do simples vaga-lume. Então, Machado comenta sobre o disposição humana de quer o que outro tem, só que outros querem o que ele tem.

Thursday, October 6, 2016

Homem no Mar

"Admiro-o. Não consigo saber em que reside, para mim, a grandeza de sua tarefa; ele não estava fazendo nenhum gesto a favor de alguém, nem construindo algo de útil; mas certamente fazia uma coisa bela, e a fazia de um modo puro e viril." (Rubem Braga, "Homem no Mar")

No conto "Homem no Mar", descreve se um homem observando outro ao nadar no mar.  O nadador faz um ato simples, mas belo.  Ele não faz para o mundo, mas faz para si mesmo.  O narrador e o nadador têm uma conexão humana.  Esta conexão deixa o narrador ter uma apreciação profunda do outro.  É uma apreciação de vencer, de conquistar.

Hoje eu assisti a um concerto de um homem que tocou violoncelo.  Eu não tenho muito experiência com o violencelo.  Não reconheci a música que tocou.  Não conheço o homem.  Ainda assim, foi muito gratificante ver este homem apresentar a sua música.  Até foi mais agradável ver o seu sucesso do que ouvir a música.  É semelhante ao conto do narrador.  Ao vermos uma pessoa criar algo belo, conquistar uma dificuldade gigantesca, ou demonstar uma força imensa, nós temos mais fé no poder humano.  Podemos crer em nossa habilidade de vencer o impossível.

Thursday, September 29, 2016

A Ilha Desconhecida

"Tenho, tive, terei [profissão] se for preciso, mas quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver, Não o sabes, Se não sais de ti, não chegas a saber quem és." (José Saramago, O Conto da Ilha Desconhecida, ~45)

O Conto da Ilha Desconhecida se trata um homem que embarca numa jornada de se descobrir.  O homem principal não tem nome e representa cada indivíduo na Terra.  Também ele é uma representação do primeiro homem, Adão.  E como Adão tinha sua Eva, o homem do conto também encontra uma mulher como companheira na sua jornada.  E como Adão e Eva saíram do Jardim do Éden para entrar no mundo desconhecido, o homem e a mulher embarcam no mar desconhecido.

Então O Conto da Ilha Desconhecida ensina o leitor mais sobre a Queda e também do propósito geral dos homens.  Esta terra se tornou um lugar para os homens se descobrirem, uma ilha desconhecida.  Também a condição desta vida mortal dá lugar para os homens verem quem são e porque são assim.  O homem do conto quer sair da estrutura da sua terra natal para ver quem será ao descobrir uma outra terra.  E como sempre, se descobre mais ao longo da jornada do que no próprio destino.

Thursday, September 22, 2016

A Chinela Turca

"Ignora-se o que pensou durante os primeiros minutos; mas, a cabo de um quarto de 
hora, eis o que ele dizia consigo: - Ninfa, doce amiga, fantasia inquieta e fértil, tu me
salvaste de uma ruim peça com um sonho original, substituíste-me o tédio por um pesadelo:
foi um bom negócio. Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o
melhor drama está no espectador e não no palco."

No conto, A Chinela Turca, o sujeito Duarte tem uma experiência no que ele cai no sono e tem um sonho emocionante durante uma leitura de um drama enfadonho. Antes da leitura do drama, Duarte fica com raiva porque ele ia para baile para namorar uma menina. Então é muito interessante ao fim da experiência impressionante quando ele dá o seu moral. Aparentemente levou algum tempo para ele se recuperar e formar uma opinião da experiência. E finalmente ele diz que o melhor drama está no espectador e não no palco.

Por que o Duarte fala de espectadores e palcos e não de bailes perdidos? Para o Duarte, parece que ele tenha se esquecido completamente do baile. Ele realmente teve uma mudança de coração por causa do seu pesadelo. Ele atribui esta mudança para a sua própria imaginação, a ninfa, e a agradece por ter substituído o tédio por um pesadelo. Mas também foi mais do que isso. Aprender que o melhor drama está no espectador e não no palco é uma lição grave. Será que aconteceu mais um drama dentro do Duarte que não se manifesta na narrativa?

Com certeza aconteceu algo desconhecido dentro do Duarte durante o seu sonho, o palco, para criar tanta sobriedade. No seu sonho, Duarte enfrentou perigos, amor irrealizável, e enganos. A pesar dele ser bacharelado, Duarte aprendeu coisas no seu pesadelo que nunca soube antes. Foi porque as coisas que ele aprendeu no sonho foram coisas que ele internalizou. O drama da mudança do caráter do Duarte é ainda mais fascinante que seu pesadelo.

Thursday, September 15, 2016

Ficou linda. Ficou lindíssima.

"Há impressões dessa noite, que me aparecem truncadas ou confusas. Contradigo-me, atrapalho-me. Uma das que ainda tenho frescas é que, em certa ocasião, ela, que era apenas simpática, ficou linda, ficou lindíssima." (Machado de Assis, A Missa do Galo, 87987)

No conto, A Missa do Galo, Machado de Assis descreve uma cena de sedução entre uma mulher de trinta anos e um rapaz de dezessete anos.  No começo do conto, o rapaz, Nogueira acha a mulher nem feia nem bonita.  Mas ao correr do conto, ele começa a achar a mulher, Conceição, mais e mais linda.  Isto requer a questão de que muda para o rapaz e o que é a beleza.

No começo do conto, Nogueira não acha a Conceição bonita por causa da percepção que ele tem dela.  Ele vê ela como esposa do seu primo.  Ela é uma mulher sem respeito que se resigna ser mulher de um homem traidor.  Para o Nogeuira, ela tem nada para oferecer.  Ela parece fiel para um homem traidor.  Ela parece santa e indiferente para os sentimentos humanos.

O Nogueira começa a achar a Conceição linda por causa das suas intencões de seduzí-lo.  Para um tenro rapaz de dezessete nos, seria um momento muito agradável ser seduzido por uma mulher de trinta anos.  Com certeza ele sentiu um prazer que nunca sentiu de receber a atencão duma mulher madura.  Ela se vestiu numa roupão mal apanhada.  Ela ficou bem perto dele.  Ela se interessou na vida dele.  Ela fez tudo para que ficasse mais atraente para o rapaz, e deu certo.  Então ela não mudou fisicamente, mas mudou de intencões e percepão nos olhos do menino.

Thursday, September 8, 2016

A Cartomante e o Destino

"[Camilo] jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo." (Machado de Assis, A Cartomante, 15)

Dois temas importantes no conto de A Cartomante são o futuro e o destino. O conto se centraliza numa experiência com uma cartomante ao fim do conto. No momento com a cartomante, o Camilo fornece muitas das informações que a cartomante usa para prediz o ´futuro´ do Camilo. O narrador do conto prepara o leitor para o momento com a cartomante por meio do diálogo que Camilo tem com Rita ao começo do conto. Camilo fala para Rita que ele mesmo é a melhor cartomante para a vida dele. Então é muito irônico ao fim do conto quando Camilo prediz a sua própria morte pelas mãos de Vilela.

Com muita habilidade, Camilo prediz a sua própria morte. Então, requer a questão de onde vem o seu conhecimento do futuro. Vem duma habilidade metafísica de predizer o futuro? Vem de uma habilidade lógica de predizer o que vai acontecer? Nem os dois. O conto inteiro, o narrador e Camilo fazem tudo possível para defender a inocência do Camilo. Camilo tenta correr das consequências de suas ações. Ele não quer ser responsável por suas ações porque ele sabe as consequências das suas ações. Então, ele consegue predizer o seu futuro porque ele sabe com muita vergonha e medo que ele escolhe o seu próprio futuro pelas ações diárias.

Thursday, September 1, 2016

"Também ele, em criança, e ainda depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram. No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião, ele, como tivesse recebido da mãe ambos os ensinos, envolveu-os na mesma dúvida, e logo depois em uma só negação total. Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía um só argumento: limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava a incredulidade; diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foi andando." (Machado de Assis, O Cartomante, 2) 

Durante a vida dele, Machado de Assis quis estabelecer uma cultura brasileira por meio da literatura. Este comentário encontrado no texto, O Cartomante, sobre a religião e a superstição demonstre o desejo dele. Machado conta a história dum homem brasileiro típico, o Camilo. Este homem foi ensinado por mãe para acreditar em religião e a superstição. Neste caso, a sua mãe pode representar o Brasil inteiro, a mãe de todo brasileiro. Como demonstrado com Camilo, quase todo brasileiro é criado dentro da igreja católica. Esse ensino inclui as crenças básicas da igreja e também aquelas crenças populares que tem crescido com a igreja mas não são doutrinais. E como muitos outros brasileiros, Camilo acabou em desistir da igreja e suas crenças doutrinais e populares com tempo. 

Contudo, Camilo começa a acreditar nas crenças supersticiosas de novo. O que é que faz esta mudança de coração na vida do Camilo? Na verdade, é mais uma mudança de opinião para se apoiar na sua situação romântica. Camilo começa a acreditar de novo na superstição porque uma cartomante prediz para ele que tudo vai dar certo na sua relação adúltera. Com isso, Machado descreve o paradoxo da cultura religiosa brasileira. As crenças básicas de qualquer igreja apóiam a virtude. Entretanto, as crenças supersticiosas têm lealdade nenhuma. Elas podem apoiar a virtude ou o vício. Machado de Assis compara os ensinamentos da igreja com uma árvore nobre, a superstição como um parasita de vegetação que disfarça a verdade. E como a superstição não tem lealdade nenhuma, nem têm o Camilo e muitos outros. Eles só são fiéis a si mesmos e qualquer princípio que apóia os seus desejos pessoais.