"Ignora-se o que pensou durante os primeiros minutos; mas, a cabo de um quarto de
hora, eis o que ele dizia consigo: - Ninfa, doce amiga, fantasia inquieta e fértil, tu mesalvaste de uma ruim peça com um sonho original, substituíste-me o tédio por um pesadelo:
foi um bom negócio. Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o
melhor drama está no espectador e não no palco."
No conto, A Chinela Turca, o sujeito Duarte tem uma experiência no que ele cai no sono e tem um sonho emocionante durante uma leitura de um drama enfadonho. Antes da leitura do drama, Duarte fica com raiva porque ele ia para baile para namorar uma menina. Então é muito interessante ao fim da experiência impressionante quando ele dá o seu moral. Aparentemente levou algum tempo para ele se recuperar e formar uma opinião da experiência. E finalmente ele diz que o melhor drama está no espectador e não no palco.
Por que o Duarte fala de espectadores e palcos e não de bailes perdidos? Para o Duarte, parece que ele tenha se esquecido completamente do baile. Ele realmente teve uma mudança de coração por causa do seu pesadelo. Ele atribui esta mudança para a sua própria imaginação, a ninfa, e a agradece por ter substituído o tédio por um pesadelo. Mas também foi mais do que isso. Aprender que o melhor drama está no espectador e não no palco é uma lição grave. Será que aconteceu mais um drama dentro do Duarte que não se manifesta na narrativa?
Com certeza aconteceu algo desconhecido dentro do Duarte durante o seu sonho, o palco, para criar tanta sobriedade. No seu sonho, Duarte enfrentou perigos, amor irrealizável, e enganos. A pesar dele ser bacharelado, Duarte aprendeu coisas no seu pesadelo que nunca soube antes. Foi porque as coisas que ele aprendeu no sonho foram coisas que ele internalizou. O drama da mudança do caráter do Duarte é ainda mais fascinante que seu pesadelo.
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